International dance film festival Budapest.
2008 Oct. 16-19 TOLDI CINEMA.
Presented by Autumn Festival Budapest and Workshop Foundation. www.bof.hu
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
EDIT2008 extracts
MigrationlovesongFilmSeries1 raw trailerstyle
MIGRATION LOVESONG Series 1.01
Direction, Story, and Choeography by Delphine Kini Mae
Performed by Mirjam Klebel(Austria), Rolando Rocko Martinez(Mexico), and Sergio Solis(Mexico)
Soundtrack by Florian Gruber(Austria)
Songs by Delphine k. Mae, Collaboration and Sung by Elise Hovdkinn(Norway)
Camera by Ross Paterson(UK), Armande Chollat-Namy(France), and Florian Gruber(Austria)
Special trailer edit by Gerald Schober(Austria)
Glück
Salzburg, 2006
Director/Concept: Laura Noebauer
with Ewa Bankowska and Delphine Kini Mae
Prizewinning film from Shorts on Screen 2007
dance for camera project
Directed by Pam Gonzales.
Pam has studied at Cal Arts, CU Boulder, on scholarship at ADF
Lumiere D'Ampoule
video collaboration between joe kirschling and gina t'ai.
winner at the american dance festivals dancing for the camera fest 2007
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
DEPOIMENTO ALEX SOARES.mov
VIDEO DEPOIMENTO
ALEX SOARES para o acervo mariposa dentro
da mostra LANTERNINHA - videodança no CineOlido.
Videomakers da área discutem como filmar a dança, dando voz aos "olhos" videográficos da produção em videodança.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
De Keersmaeker - Dance Patterns
This is the third part of the film called "Counter Phrases"
Director: Thierry De Mey
Music: Steve Reich
Choreography: Anne Teresa De Keersmaeker
Doris Humphrey - Air on the G String (filmed 1946)
Doris Humphrey with Ernestine H. Stodell, Cleo Athenoes, Dorothy Lathrop and Hyla Ruben.
Choreograpy by Doris Humphrey.
Moira Shearer The Red Shoes (part 2)
Michael Powell and Emeric Pressburger direct The Red Shoes, with Moira Shearer, Leonide Massine, Robert Helpmann and Ludmilla Tcherina
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
dusttodust
dance to camera, devised and directed by John Coombes. Dancer and choreography: Rachel Brooker. Music: Horizon Seven-Seven by FortDax
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
CONTRAPONTOS - MORADA /PARTE 01
http://contrapontosvideodanca.blogspot.com
FICHA TÉCNICA
Título: Contrapontos
Categoria: Videodança
Direção: Drica Rocha
Produção: Sotão73
Performers e Intérpretes Criadores:
Ana Amélia Reis
Hugo Leonardo
Leda Bazzo
Verônica de Moraes
Trilha sonora:
Som do Roque
Imagens:
Gabriel Teixeira
Drica Rocha
Edição:
Som do Roque
Drica Rocha
Texto:
Alessandro Luppi
Verônica de Moraes
Som do Roque
Drica Rocha
Still: Cláudia Buonavita
Tempo: 14 min
Ano: 2008
Local de Produção: Salvador - Bahia
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
A NEUROCIÊNCIA DA DANÇA - SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL
Estudos recentes com imageamento do cérebro revelam algumas coreografias neurais complexas por trás da habilidade de dançar - por Steven Brown e Lawrence M. Parsons
leia a reportagem completa no link da revista:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_neurociencia_da_danca.html
Sobre os pesquisadores:
Steven Brown é diretor do NeuroArts Lab no departamento de psicologia, neurociência e comportamento da McMaster University, em Ontario. Sua pesquisa tem como foco a base neural da comunicação humana, incluindo a fala, música, gestos, dança e emoção. Lawrence M. Parsons é professor do departamento de psicologia da University of Sheffi eld, na Inglaterra. Sua pesquisa inclui o estudo do funcionamento do cerebelo e a neurociência por trás da capacidade de realizar duetos, interagir em uma conversa e inferência dedutiva.
Neste artigo-reportagem Brown e Parsons desenvolvem um relato sobre experiências realizadas com o cérebro de dançarinos e não dançarinos. Os pesquisadores refletem sobre a dança como uma forma fundamental de expressão e comunicação humana estudando a habilidade de ritmo natural, como tamborilar os dedos, ou bater os pés no chão para fazer música. Analisam a capacidade cerebral humana de sincronizar movimentos de dança e a música e da capacidade de imitação, na medida em que "ensaiamos o que vemos". Pensar sobre esta forma de funcionamento cerebral abre possibilidades de pesquisa sobre os processos de aprendizagem.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ARENA
Fragmento del Video danza de Margarita Bali de 1998 filmada en Uruguay, Balizas BETACAM SP. duración 9 minutos.
Musica original de Marcelo Moguilevsky. Premios ICI, Scatola Sonora de Il Coreografo elletronico Napoles,Festival Internacional Video danza de Buenos Aires.Bailarines Ana Garat, Gabriela Prado, Edgardo Mercado,Gerardo Litvak, Juan Sierra, German Svetatz.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Memórias em Desalinho
Intérpretes: Andréa Sales, Karin Virginia e Lívia Guerra;
Coreografia: Karin Virginia Girão;
Edição: Kiko Alves;
Câmera e Direção: Luiz Carlos Bizerril;
Realização: ALPENDRE Casa de Arte, Pesquisa e Produção.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
pièce touchée - martin arnold
pièce touchée, Martin Arnold, Austria,16mm Film, b&w, 16 min
Woman sitting in a chair. Man enters the room. Man and woman kiss. Exit man.
Sobre Martin Arnold
(nascido em 1959, em Viena, Áustria) é um realizador experimental conhecido pela sua obscessiva manipulação de found footage. É membro fundador da distribuidora de cinema Sixpack Film. Arnold estudou psicologia e história da arte na Universidade de Viena (1980 – 87). Foi professor de realização na Universidade Wisconsin-Madison, San Francisco Art Institute, Academy of Fine Arts, Frankfurt, Kansas City Art Institute, Bard College e Suny Binghamton. Os filmes de Arnold são sequências extremamente cortadas nas quais vários minutos de found footage são esticados produzindo obras bastante mais longas. As figuras no ecrã saltam de frame para frame à medida que o movimento é repetido e invertido, e inúmeros cortes nos frames individuais são feitos. A sua intenção é criar, ou possivelmente descobrir, narrativas escondidas dentro dos filmes mundanos com os quais ele trabalha. Martin Arnold é representativo das gerações de artistas que fazem a transição entre o cinema experimental e a vídeo arte.
Biografia do artista extraido do site:
http://www.curtasmetragens.pt/festival/index.php?menu=351&submenu=377
Site do Artista:
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Tilly Losch in Her Dance of the Hands
Tilly Losch in Her Dance of the Hands
Shot by Norman Bel Geddes
domingo, 26 de outubro de 2008
STEVE PAXTON SOBRE CONTATO - IMPROVISAÇÃO
velocidade do medo
Texto de Maíra Spanghero
Especial para o Anexo Fev. 2000
extraído do link:
http://www1.an.com.br/2000/fev/05/0ane.htm
Criador da técnica de improvisação por contato, bailarino e coreógrafo Steve Paxton fala sobre os novos limites da dança
O compositor alemão Sebastian Bach (1685 1750) era muito conhecido em sua época por ser um improvisador fantástico. Com certeza, se tivesse oportunidade de tocar para o americano Steve Paxton dançar, seus olhos se esgotariam de admiração. Famoso pela criação da técnica da contact improvisation (improvisação por contato), Paxton veio pela primeira vez ao Brasil junto com sua parceira Lisa Nelson. Ele, que completou 61 anos no último dia 21 de janeiro, foi uma das cabeças-chaves do movimento de dança que explodiu em Nova York nos anos 60. Além do talento cênico, o dançarino é um pesquisador comprometido e vem se dedicando ao estudo do corpo e ao ensino há décadas.
Interessado em descobrir outras formas de improvisar, o programa que Paxton e Nelson apresentaram em São Paulo teve muito pouco de improvisação por contato. A dupla, que trabalha junto desde os anos 70, vem desenvolvendo suas maneiras particulares de construir o improviso. Com fama de avesso a entrevistas, Steve Paxton gentilmente nos respondeu algumas perguntas, antes de sua chegada ao Brasil, há duas semanas.
Quais são os princípios mais importantes da técnica de contact improvisation?
Steve Paxton O contact refere-se simplesmente ao tocar. É a sensação do toque que é examinada quando tocamos o chão ou a nós mesmos. Sentimos o peso do nosso corpo e o do nosso parceiro. A gravidade começa a ter um significado especial, bem como a força que atua contra ela, o equilíbrio, o alinhamento dos ossos e a força centrífuga. Num primeiro momento, objetivamente, a improvisação por contato é descrita como se o estudante estivesse dançando física. As novas sensações do movimento, a partir do toque, tornam-se claras com a experiência, com o estado da mente e com o sentimento do corpo. O estado de mente é chamado witnessing (testemunho) que torna o corpo físico apto para se mover através de reflexos. O treinamento inicial é dedicado a capacitar a mente para perceber os reflexos vindos do movimento. Isto é cuidadosamente feito, de forma que o estudante possa mover-se na "velocidade do medo": quer dizer, de forma que a cada momento se sinta seguro, porque mover-se de modo não programado pode criar medo do desconhecido. Isto significa, explorar todas as sensações, olhando como o medo (da queda? de cair para trás?) surge e ensinando lentamente a sensação daquilo que é preciso para uma dança mais completa e confortável.
Que aspectos de sua técnica podem favorecer a formação e o desenvolvimentos de jovens dançarinos?
Steve Esta técnica ensina uma esfera de movimento, não apenas o movimento visto de frente. Dentro desta esfera, o corpo pode estar em qualquer posição. Isso significa que a parte que toca o chão pode ser qualquer uma do corpo. Significa também que estender-se e retirar-se do chão pode acontecer a partir de todos os pontos no corpo. Isso é a razão pela qual todas as conexões precisam ser desenvolvidas igualmente. Improvisação por contato proporciona informação orgânica para uma parceria segura. É o oposto de coreografia. É bom para o corpo, se feito sensivelmente.
Não ao estrelato
A Guerreira de "O+" experimenta o sucesso fulminante que a sensualidade proporciona. Mas a bela cabocla garante que não quer ser estrela. AN_Tevê
Como você vê a situação da improvisação por contato no mundo hoje?
Steve Como você sabe, a contact se esparramou pelo mundo como uma rede. Ela permite aos dançarinos improvisarem juntos não importando o nível técnico básico de cada um. Isto tem sido uma fonte de informação sobre novos desenvolvimentos em dança e seu entendimento físico. Existe uma revista, Contact Quartely, que durante 25 anos tem apresentado artigos sobre dança escritos pelos dançarinos, professores e coreógrafos.
Maíra Spanghero (vira-do-avesso@uol.com.br) é dançarina e pesquisadora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC/SP
O atleta foi dançar e virou bailarino
A dança contemporânea deve muito a Steve Paxton. O mestre que nasceu em 1939, em Tucson, no Arizona, era um ginasta que começou a fazer dança para melhorar seu desempenho como atleta. Nunca mais parou. Em 1958, aos 19 anos, foi estudar com os grandes mestres da dança moderna americana. Merce Cunningham foi tão marcante que no ano seguinte Paxton mudou-se para Nova York a fim de tornar-se seu aluno. Anos mais tarde foi membro da companhia.
De 1960 a 1961, presenciou o histórico curso de Robert Dunn, de onde saiu a primeira geração da dança pós-moderna americana. Participou de performances históricas com Yvonne Rainer, Deborah Hay, Lucinda Childs, Trisha Brown, Simone Forti e Robert Rauschenberg numa época em que o grande barato era trazer para a cena o movimento cotidiano, como andar e sentar.
No final de 1971, Paxton reuniu 12 homens, em sua maioria atletas, procurando descobrir o que acontece quando dois corpos entram em colisão. O resultado desta, e de tantas outras experiências, pode ser conferido em registros de vídeo ("Magnesium", "Chute", "Fall after Newton", "Dance Ability").
A partir de 1972, o bailarino passou a desenvolver duetos, concentrando sua pesquisa no uso do peso, dos equilíbrios e desequilíbrios além de todas as formas de contato entre dois corpos, o que culminou na contact improvisation. Depois de viver os 12 anos mais intensos da dança americana, Paxton mudou-se para uma fazenda em Vermont, onde vive há 30 anos. (MS)
Um show de corpo e consciência
Foi um privilégio ter assistido Steve Paxton e Lisa Nelson durante duas horas de espetáculo em desempenhos e improvisos únicos! "PA RT", o dueto improvisado dos dois, teve música, texto e voz de Robert Ashley e foi pela primeira vez apresentado na América do Sul. Sua "estréia" foi em 1979, na Inglaterra. Isso nos vale uma questão: será que no caso da improvisação, cada performance é uma estréia? O solo de Paxton em "Some English Suites" (1992), sob música de Bach, revelou sua habilidade em explorar texturas de movimento, além da intenção em meditar sobre o que ainda pode ser improvisado dentro de estruturas prontas, como é o caso de uma música gravada. Em seguida, começou "Dodo" (1981), com Lisa Nelson entrando em cena com um galho na mão. O som de sintetizadores, percussões vocais e instruções como "caia", "pare", "continue", "reverta", "espere", enunciadas do camarim por Paxton, oportunizaram uma rica e inusitada (re)combinação de seu vocabulário. Além de trazer questões ligadas a memória, ao tempo e a continuidade. O mais emocionante foi verificar o quanto uma dança com tamanha inteligência e beleza nos prova que a afirmação do filósofo Descartes, de que o corpo e a consciência são entidades separadas, está pra lá de empoeirada. (MS)
Um duo com prazer
Antes de mais nada: o prazer de dançar a dois. A improvisação por contato é uma técnica onde duas pessoas se movimentam juntas e guiadas pela linguagem sensorial da pele, como o calor, o peso, o toque, a pressão, a direção e a velocidade. Bastante difundida na Europa e nos EUA, esta técnica faz parte do atual conceito da New Dance, cujo eixo principal é a exploração da consciência corporal.
Pelo exercício de manter a pele em contato surge uma dança inusitada que pode ir da quietude a um alto nível de atletismo e vice-versa. Ao trabalhar com transferência de peso em altas velocidades, tal exercício exige um trabalho consistente de alinhamento e de estrutura óssea. A contact também é utilizada no processo de achar novas idéias coreográficas e aposta na construção pessoal do movimento. Por ser um instrumento bastante útil, pode ser praticado por pessoas de todas as idades, tipos físicos e por qualquer tipo de portadores de deficiência física ou mental.
sábado, 25 de outubro de 2008
Rythmetic
NORMAN MAC LAREN
Um belo exemplo de composição.
Para saber mais sobre Norman Mac Laren acesse o link:
http://www.superpink.com/interface/index.php?itemid=16
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Dickson Experimental Sound Film (1894)
Tomas Edison e seu parceiro William Dickson neste filme que faz a demonstração do invento de Edison, o KINETOPHONE.
Dickson Experimental Sound Film, 1894
The earliest extant sound film. William K.L. Dickson stands in the background next to a huge sound pickup horn connected to a Thomas Edison phonograph recorder. As he plays a violin, two men dance in the foreground. This film was made to demonstrate a new Thomas Edison machine, the Kinetophone. These machines were Kinetoscope peepshow viewers mated with Thomas Edison wax cylinder phonographs. But the Kinetophone never caught on and this film was never released. The film still exists, but the phonograph soundtrack has been lost.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Desosso o osso e (flutuo)
"O osso pesa mas há algo em sua essência que é o seu passaporte para a leveza. Desossar é subveter o seu sentido habitual, trazê-lo do chão para o ar.
Duas bailarinas dançam esta metáfora apoiadas na sonoridade ambígua do rock."
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Jäljessä
A dance film about a man who
wanders in his own time.
Dance: Panu Varstala
Camera: William Iles and Timo Hynninen
Edit: William Iles
Music: Tuomas Fränti
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Dance Camera West
This is a video introduction to Dance Camera West, a non-profit organization committed to promoting the vibrant art of dance made for the screen.
www.dancecamerawest.org
domingo, 5 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
duo elo - parte II
Lírio Ferreira | diretor
Paulo Maurício Caldas | diretor
Maria Eduarda Gusmão | bailarina,
Direção musical, roteirista e coreógrafa
Robson Duarte | bailarino
Nilton Pereira | iluminador
Carla Sarmento | figurinista.
Recife/PE/Brasil - 1992
duo elo - parte I
Videodança produzido pelo Cais do Corpo com coreografia inspirada na relação amorosa entre duas pessoas, entre dois pontos, utilizando o dilema do ser que ama e do ser que é amado. A linguagem do conflito: o homem X a mulher, o preto X o branco, a paixão X a razão, a fuga X a necessidade.
Essa relação de conflito é interpretada por Maria Eduarda Gusmão, de cor branca, representando a mulher, e por Robson Duarte, bailarino negro, representando o homem. Essa coreografia nasce durante o processo de criação de Elástico, num experimento entre os dois bailarinos, com a utilização de um elástico.
Músicas:
Queeques and I the water is wide
Paul Winter/Paul Halley.
Gothan Lulla by
Meridith Monk.
The big gundown
Peur sur la vie
Enio Morricone.
Lírio Ferreira | diretor
Paulo Maurício Caldas | diretor
Maria Eduarda Gusmão | bailarina,
Direção musical, roteirista e coreógrafa
Robson Duarte | bailarino
Nilton Pereira | iluminador
Carla Sarmento | figurinista.
Recife/PE/Brasil - 1992
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
freedom
five young south african women dance and talk their freedom
a video dance by jeannette ginslov
Medanos - Videodanza
FICHA TECNICA
Bailarines: Javier Solano, Luís Corona y Walter Castillo.
Coreografía y música: Walter Castillo.
Cámara: Walter Castillo y Bernardette Rodríguez.
Edición y montaje: Walter Castillo.
Vestuario: Gloria Barrios y Javier Jara
Transporte: Blas Hernández Hidalgo.
DURACIÓN DEL VIDEO
3 min. 50 seg. aproximadamente.
LOCACIÓN
Parque Nacional Medanos de Coro, Las Salinas de Cumaraguas y Cabo San Román.
Edo. Falcon - Venezuela
ESCRITO, PRODUCIDO Y DIRIGIDO POR:
Walter Castillo A.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Bound 1/2
Dance Film / 45 min / 2002
A parable on the principles of art based on a short story by Ilse Aichinger. Choreographed and danced by Saburo Teshigawara, featuring Corinna Harfouch, José Maria Tirado Nevada, and with an appearance by Ilse Aichinger.
Directed by Jan Schmidt-Garre
Produced by PARS MEDIA
Co-Produced by SF, ORF, ZDF/3sat, and NRK
Supported by FFF and Media+
WWW.PARSMEDIA.COM
La La La Human Steps 'Human Sex' 1985
La La La Human Steps performing 'Human Sex'
Choreographer Édouard Lock
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
''Frankstein''
Acervo Mariposa Apresenta:
video produzido para o pesquisa vid.br.
Uma linha do tempo com algumas referencias da videoarte até chegar na videodança no brasil.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
FLUX (2005)
de Kika Nicolela e Suzy Okamoto
SINOPSE
Um corpo desafia sua exterioridade; peregrina pelo caminho da impotência à força vital. Ele vai se amalgamando aos elementos em torno - uma construção de barro, um vale, um riacho -- na busca de um equilíbrio entre o mundo interno e o externo.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O POR QUê DO TERMO: MEDIAÇãO TECNOLóGICA NA DANÇA
Coreógrafra e pesquisadora em dança com mediação tecnológica
Coordenação do Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica na Dança
Vinculado ao Laboratorio de Pesquisas Avançadas do Corpo (LaPAC)
Escola de Dança - UFBA
“Olhar para o mundo e, de dentro dele, ver(-se) a dança em sua dobra”. In:
Humus. Caxias do Sul [prelo].
Resumo
Este artigo aborda as relações entre a tecnologia e o corpo e suas implicações
no campo da dança. Esta arte do corpo é compreendida aqui como uma forma de
comunicação e o corpo, como a mídia onde ela ocorre. Tanto o corpo como o
ambiente no qual ele habita serão tratados como resultados temporários de
processos inestancáveis de fluxos de informação. Este trânsito ininterrupto promove
uma contaminação mútua: do corpomídia e do ambiente. Através do entendimento de
que o vivo resulta de processos de comunicação, a relação entre o corpo biológico e
o tecnológico será apresentada com a perspectiva de propor uma revisão para os
modos de entender os dois corpos, agora não mais separados e distintos. Os meios
bio e tecno são mutuamente transformadores e transformados.
LEIA O ARTIGO COMPLETO NO LINK: http://www.poeticatecnologica.ufba.br/publicacoes/pub_10.pdf
CâMERA QUE DANÇA - VIDEODANÇA, A COREOGRAFIA PENSADA PARA O VíDEO
Dziga Vertov, cineasta ucraniano autor de Um Homem com uma Câmera, de 1929, integrante da escola soviética, afirmava que, se fossem dadas câmeras a duas pessoas para que filmassem um espetáculo de dança e uma permanecesse sentada na platéia enquanto a outra passeasse pelo palco, ele não precisaria nem assistir às duas gravações para escolher a melhor: a segunda. Isso porque "num balé, o espectador acompanha, efetivamente, e de modo desordenado, ora o grupo de bailarinos, ora, ao acaso, uma expressão facial (...). A câmera 'dirige' o olho do espectador das mãos às pernas, das pernas aos olhos etc., na ordem que mais lhe favoreça, e organiza os detalhes graças a uma montagem cuidadosamente estudada".
A videodança, surgida em fins da década de 1960, é um gênero híbrido entre cinema e artes do corpo. Integra coreógrafos e videomakers em uma experiência artística que não é só dança nem só videoarte, e sim a comunhão dessas duas linguagens. Quase 85 anos depois do tratado publicado por Vertov, ela mostra que a regra do cineasta continua valendo.
Imagens nada estáticas
Gil Grossi é fotógrafo, dançarino e professor. Começou como fotógrafo, mas, ao prestar serviço para uma companhia de dança, recebeu aulas como pagamento. Gostou. Desde 1985 ele pesquisa, em parceria com Luciana Bortoletto, a fusão da linguagem fotográfica com a dança contemporânea. Essa união entre linguagens foi batizada de fotodança. Grossi não vê paradoxo entre o movimento essencial da dança e o estático suporte fotográfico. Para ele, a fotografia tem, sim, movimento, que é construído na composição do quadro. "Na fotografia seu olho dança", afirma. Ele se diz apaixonado pelo registro do movimento. "O que se mexer eu fotografo."
O videomaker Matheus Rocha, premiado pelo programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007 com Sensações Contrárias, trabalho em conjunto com o também videomaker Amadeu Alban e o coreógrafo Jorge Alencar, é enfático ao afirmar que o que diferencia dança e videodança não é apenas o suporte, e sim a linguagem cinematográfica. "Uma dança ao vivo filmada por uma câmera não poderia ser considerada videodança. Ver um vídeo de registro é como estar em um teatro vendo a dança no palco, mas sem a emoção de estar lá." Alex Cassal, videomaker contemplado pelo mesmo programa, com Jornada ao Umbigo do Mundo, em parceria com a coreógrafa Alice Ripoll, afirma que "o vídeo tem o seu foco muito definido, aquilo que vai ser visto já está enquadrado. Em um espetáculo, de modo geral, o campo de visão é muito maior, o espectador pode escolher olhar para algo que não é necessariamente o foco escolhido pelo diretor".
Videomaker coreógrafo, coreógrafo videomaker
Celina Portella, coreógrafa parceira da videomaker Elisa Pessoa, dupla também contemplada pelo Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007, com a videodança Passagem, concorda com os colegas e diz que a videodança é "completamente diferente" de um simples registro em vídeo. Segundo ela, a concepção da coreografia em uma videodança leva em consideração o ponto de vista da câmera, e não o de uma platéia. "Não adianta fazer um movimento supercomplexo se a câmera está enquadrando uma expressão facial." Matheus completa: "A coreografia na videodança está aliada a enquadramentos e fragmentação. Ela existe por causa da câmera e da montagem, não existe sozinha". Segundo Alex, o nível de interferência que a linguagem audiovisual terá na coreografia depende da dinâmica construída pela equipe. "Acredito que as escolhas básicas sejam onde colocar o olho da câmera/espectador e quanto a edição vai interferir na fruição do espetáculo", diz ele.
Como em qualquer linguagem híbrida, coreógrafos estabelecem uma relação de interdependência. Para Matheus, em uma videodança coreógrafo e videomaker têm "a mesma importância, sem sombra de dúvida". Para explicar, ele afirma que o limite entre as funções não é tão claro. "O videomaker também é coreógrafo, porque está construindo a dança por meio de uma linguagem que é cinematográfica. E o coreógrafo é também videomaker, uma vez que ele tem de pensar o movimento dentro de um quadro e como parte de uma seqüência de outros movimentos que estarão juntos na montagem."
Celina também acredita que o ideal é que seja atingido o equilíbrio entre as partes. Ela ainda afirma que o entrosamento é fator fundamental para o bom resultado. A coreógrafa trabalha sempre com a videomaker Elisa. "Isso ajuda muito, pois eu conheço a forma de ela trabalhar. A coreografia e a câmera conversam."
Extraído do site ITAU CULTURAL
MAIRA SPANGHERO: DANÇA E INTERNET - AS NOVAS RELAÇõES
As relações entre dança e novas tecnologias pontuam a história do corpo no espaço e no tempo e transcendem o contexto das mídias digitais e eletrônicas.
Basta voltar ao passado e lembrar da invenção da sapatilha de ponta, no século 17, que propiciou o desdobramento de planos para os passos do balé romântico, bem como o surgimento de novos padrões de deslocamentos, produzindo um outro corpo, que gerou uma outra dança.
A interação entre a dança e as formas de iluminação também confirma esse pressuposto, ao demonstrar que há uma relação íntima e co-evolutiva entre os dois sistemas, como fica patente no ballet “Giselle”, o mais conhecido do século 19.
Essa peça romântica tem, entre outros méritos, o de ter criado uma língua própria da dança, livre do libreto, graças a vários recursos de iluminação combinados a equipamentos cenográficos e espelhos que estruturavam diferentes ambientes e, principalmente, marcavam a passagem do tempo de forma que seria impossível de ser realizada não fossem as tais novas tecnologias da época.
A história da dança está repleta destes exemplos e, rapidamente, bastaria citar Loie Füller, conhecida como “a fada da eletricidade”, que se acredita ter sido a primeira bailarina a ter seu movimento captado por uma câmera, Maya Deren, considerada uma das primeiras a criar dança para cinema, nos anos 40, e Merce Cunningham, que desde dos anos 60 associou a dança aos novos suportes midiáticos como o vídeo, utilizado em “Story” (1964) e “Variations V” (1966), além de “Blue Studio: Five Segments” (1976), que incorporava a recém descoberta técnica do cromakey e o computador, ao utilizar o software LifeForms como ferramenta no processo de criação.
No cenário internacional, as décadas mais recentes também foram marcadas por essa confluência, e o coreógrafo William Forsythe, diretor do Ballet de Frankfurt, é uma referência importante desse processo. Forsythe incorporou a instalação “Binary Ballistic Ballet” (1995), do artista digital Michael Saup, na coreografia “Eidos Telos”, e também desenvolveu o CD-ROM “Improvisation Technologies”, em parceria com o ZKM (Museu de Arte e Mídia da Alemanha).
Outro trabalho de peso é o “Ghoscatching”. Fruto de uma parceria entre Paul Kaiser, Shelley Eshkar (Riverbed Group) e o bailarino Bill T. Jones, “Ghostcatching”, em seu produto final, apresenta-se como uma instalação virtual de dança.
A obra valeu-se do processo baseado no “motion capture” e nela trabalhou-se com sensores de luz (“light-sensitives”) colocados em 22 pontos do corpo do bailarino e oito câmeras que capturavam o sinal dos sensores no corpo que dançava no escuro.
No computador, as imagens foram convertidas em arquivos tridimensionais e transformadas numa figura “Biped” (sistema utilizado também na coreografia homônima de Cunningham), uma ferramenta sofisticada para traduzir o movimento humano. Renderizados, os corpos de “Ghostcatching” se situam entre rabiscos e raios-X, e neles a linha e densidade sozinhas sugerem um mundo interno de músculo e ritmo, dentro do dançarino.
No Brasil, as primeiras criações de dança em interação com as novas tecnologias remontam aos anos 70, com as experiências de Analívia Cordeiro. Trabalhos como o “Slow-billie Scan” podem ser vistos no seu livro-vídeo “Nota-Anna – A Escrita do Corpo Baseada no Método Laban” (1998), que traz coreografias feitas por computador, vídeo-danças e ainda uma demonstração do “Nota-Anna”, um sistema (software) de notação para visualização do movimento.
Entre vários outros projetos em andamento, o Grupo Cena 11 Cia. de Dança, dirigido e coreografado por Alejandro Ahmed, é o que vem conseguindo os melhores resultados na área.
“Violência” (2000) é primoroso na interface que faz entre dança e videogame para discutir o conflito entre realidade e ficção. Sediado em Florianópolis, o grupo dá andamento ao novo espetáculo, “SkinnerBox”, que explora as relações entre corpos humanos e robôs e levou a companhia a estabelecer uma parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina.
Esse tipo de parceria é outro traço marcante da produção coreográfica contemporânea que se realiza a partir de experiências teórico-práticas na interface entre arte e a universidade.
Bons exemplos aqui são o Centro de Estudos do Corpo (CEC), da PUC-SP, coordenado pela renomada crítica Helena Katz, o grupo Corpos Informáticos, de Bia Medeiros da Federal de Brasília e o projeto Op_era, criado por Rejane Cantoni, da PUC, e Daniela Kutschat, da ECA-USP.
Ambiente virtual imersivo “Op_era” é um espetáculo que uniu dança, música e objetos computacionais, que explora a tendência mundial das experimentações artísticas incluindo sensores, telas de projeção, software, muito hardware biológico e tecnológico.
Na versão apresentada no evento Dança Brasil 2001, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, foram utilizados 24 sensores, três telas de projeção, um sistema computadorizado e um interator (nesse caso, a bailarina Ivani Santana, responsável pela concepção corpo-máquina).
Nesse espetáculo, promoveu-se a interação, em tempo real, entre o movimento da bailarina, que interrompia o fluxo de conexão dos sensores, e as imagens e a composição, que eram reprocessadas e alteradas por sua participação.
Paralelamente a esse trabalho, a bailarina Ivani Santana desenvolve ainda pesquisas particulares na área, buscando um tipo de corporalidade específica para a captura do vídeo e os processos de interferência na imagem em tempo real, utilizando softwares como o Image-ine (de processamento de imagens em tempo real) e o LifeForms, o famoso programa desenvolvido pela Simon Fraser University, que teve como primeiro usuário o insuperável coreógrafo americano Merce Cunningham.
Pesquisas importantes são realizadas também pela coreógrafa paulistana Thelma Bonavita, responsável por “Corpocoisaetc” (2001), e que se dedica, no momento, ao vídeo-dança “move.mov”.
A emergente ocupação do ciberespaço pela dança também já conta com bons titulares no Brasil, como a bailarina e coreógrafa Lali Krotoszynski, que foi parceira de Analívia, e vem trabalhando no seu “Dance Juke Box”, uma obra com interface on line e off line que compartilha o espaço do seu site “Entre”.
Trata-se de um projeto de dança interativo, desenvolvido nos últimos três anos, que produziu diferentes combinações da dança, com a escrita e as novas mídias. Em sua atual versão, “Entre” foi implementado como instalação (“Dance Machine Station”), no Plymouth Arts Centre, na Inglaterra, como resultado da bolsa para artistas concedida pela Unesco-Ascheberg, em parceria com a Caiia-STAR.
Nessa seara ainda pouco explorada o destaque fica, contudo, com companhia francesa Mulleras, residente em Béziers, que estará em São Paulo entre os dias 5 e 8 de novembro para exibir suas micrometragens coreográficas, além de ministrar um workshop e dar conferências, no Itaú Cultural.
“Mini@tures”, o espetáculo que Mulleras traz a São Paulo, é uma das mais interessantes e vanguardistas experiências entre dança e novas tecnologias realizadas nos últimos tempos.
Considerado o primeiro projeto de dança contemporânea concebido para a rede, é um melting-pot de nova linguagem coreográfica, música eletrônica, web design, videoarte e “live performance”.
Desenvolvido em três fases, a obra engloba clipes numerados, com menos de um minuto de duração. Ao todo, são 100 videoclipes produzidos para internet e CD-ROM, acessíveis no site do grupo, e mais a performance produzida para o palco.
Realizado entre 1998 a 2001 e exibido nos principais eventos de arte e tecnologia do mundo, “Mini@tures” utiliza recursos da computação gráfica que mais do que produzir miniaturas de uma dança que pode caber na palma da mão, ampliam e refinam a discussão a respeito da relação da dança com as novas tecnologias.
Isso porque não se limitam a utilizar novas mídias. Antes, reinventam seus usos, permitindo assim novas construções de percepção, novas explorações para o movimento e novas organizações para o corpo no espaço-tempo, que hoje se impõe conectado às dimensões virtuais das experiências desterritorializadas.
Em entrevista à Trópico, Didier Mulleras comentou seu trabalho e o da companhia.
O “Mini@tures” foi considerado um projeto pioneiro de dança para a internet. Quais são os desafios de se criar dança para a web?
Didier Mulleras: Tenho certeza que estamos entre os primeiros na criação de um projeto específico para a internet (http://www.mulleras.com). No entanto, somos todos herdeiros daqueles que estavam lá, na pesquisa de novos formatos e usos tecnológicos, antes de nós, e que deixaram seus traços, como Georges Méliès e Merce Cunningham.
Em “Mini@tures” a tecnologia é um vetor e não uma finalidade. Os clipes de vídeo de curtíssima duração, acessados on-line serviram como ponto de partida para uma escritura coreográfica pós-web, dando nascimento a uma performance em cena com dançarinos. É um projeto nômade, um itinerário de criação evolutivo, que nos permite “viajar” realmente para criar fora de nossos muros, em outros lugares e países.
Nós desejamos, com a internet, ultrapassar as funções, os gêneros, ir além dos hábitos de trabalho e dos formatos geralmente reservados à nossa criatividade. E além disso, sobretudo, desejamos nos impregnar com a sensação de liberdade que banha a rede.
Internet é poder escolher: escolher ver e descobrir o que quisermos. É ser livre, a todo momento, para interromper a conexão. É nessa liberdade que criamos, para a web, projetos livres para um público livre...
Do ponto de vista do bailarino, o que muda, quando ele passa a dançar para esse tipo de cenário on line?
Mulleras: Para o projeto “Mini@tures”, nós levamos em conta esta dificuldade da passagem para a imagem. Fizemos um roteiro de como poderíamos colocar a imagem de dança na web. As imagens deveriam ser curtas, acessíveis e leves. E contornamos voluntariamente os eventuais problemas de restituição da nossa imagem em movimento: é uma criação desejada e prevista pelas ferramentas “câmera-computador-monitor”. Adaptamos sem cessar nossa escritura dos corpos a este objetivo. Eu queria que o dançarino estivesse numa pequena janela de 4x5 cm, no monitor.
Quando um dançarino sabe que vai ser visto dia e noite na web e que vai medir menos de 2 cm de altura, ele não vive sua identidade de artista de modo habitual. Ele passa por um questionamento de sua imagem, incorporando outro tipo de restrições, diferentes das que se dão na cenografia habitual (relação com o palco, duração da obra) e relativas ao espaço-tempo da web: tamanho da tela, formato da imagem, tempo de download.
Os Mulleras se tornaram conhecidos graças a internet?
Mulleras: Sim. Mas o que nos ajudou também foi a repercussão de nossas criações nos jornais e televisões: mais de 300 reportagens em dois anos. Isso foi muito rápido e quase surrealista para uma companhia implantada no interior da França. Desde o fim de 98, os mais importantes veículos da impressa rádio e televisão da França e no exterior falaram de nós e de “Mini@tures”. Isso ajudou muito o projeto na sua difusão junto ao público.
O processo de criação do “Mini@tures” durou quatro anos e desenvolvido em etapas. Como foi este processo? Como as microdanças foram pensadas e executadas?
Mulleras: Seguindo um princípio de base, “do real ao virtual e vice-versa”, as “Mini@tures” são fruto de uma reflexão sobre o possível questionamento de nosso universo criativo face às novas tecnologias.
Os projetos de dança para web introduzem novas concepções de corpo?
Mulleras: Com a dança, tratamos de corpos de carne em movimento, sem artifícios. A passagem para a tela, a dança filmada, retira por vezes do movimento muito de sentido e sensibilidade, uma vez que ele foi previsto inicialmente para ser visto em cena, na relação frontal dançarino/espectador.
A máquina é um parceiro e uma ferramenta ao mesmo tempo. Uma entidade híbrida, nem monstro, nem mestre, antes, amiga sempre disponível, freqüentemente muito obediente, sempre estimulante na lógica de um trabalho preciso a realizar. Mas, se eu coloco máquinas no meu estúdio e começo a lhes propor um movimento a construir, sei de antemão que mesmo com o avanço da tecnologia o resultado é improvável: uma máquina não se “mexe”. Dançar é encontrar sentido para os seus sentidos. Uma máquina ainda não sabe fazê-lo. O “verdadeiro” corpo nos é então sempre indispensável.
link-se
http://www.mulleras.com
http://www.merce.org
http://www.cooper.edu/art/ghostcatching
http://www.riverbed.com
http://www.companyinspace.com
http://www.analivia.com.br
http://www.palindrome.de
http://www.troikaranch.org
http://www.fondation-langlois.org/f/projets/corps_indice
http://www.credo-interactive.com
http://www.steim.nl
http://www.cena11.com.br
http://www.pucsp.br/~cos-puc/centros5.html
http://www.corpos.org/
http://lalik.net/
http://www.image-ine.org/
Maíra Spanghero
Extraído do site da UOL revista Trópico acesso em 10/09/08.
Artigo de Christine Greiner: AS ALIANÇAS ENTRE DANÇA E TECNOLOGIA
As alianças entre dança e tecnologia
A relação entre dança e tecnologia não é tão recente como parece. A coreógrafa Loie Füller estudou óptica para testar transformações das imagens do corpo já no final do século 18. Mas é depois de 1960 que os experimentos proliferam e se complexificam. Isso porque, ao contrário do que se pensa, a aliança entre dança e tecnologia vai muito além da mera documentação da dança (máquinas que registram espetáculos) ou da substituição de elementos cênicos (vídeo ou projeção digital no fundo do palco como cenário). Algumas experiências realizadas em diferentes países mostram que se trata de um processo evolutivo do corpo, acoplado a aparatos mídiaticos que transformam a si mesmos e a suas relações com os diversos ambientes.
Um dos pioneiros foi o coreógrafo Merce Cunningham, que iniciou sua pesquisa com videodança e, mais tarde, passou a usar softwares para criação coreográfica. A tecnologia, no seu caso, nunca foi um meio neutro de passagem de informação, mas sim, uma parceria de criação, uma possibilidade de organização do pensamento-movimento. Mais do que uma extensão do homem, como propôs McLuhan, a tecnologia tem se tornado hoje cada vez mais parte do projeto humano existindo não apenas fora do corpo (o liquidificador como extensão da mão, o computador como prolongamento do cérebro). Na Inglaterra, por exemplo, criou-se uma rede de cientistas da computação e artistas interessados em desenvolver mídias interativas com usuários criadores (PLAN, Pervasive and Locative Arts Network). Grupos de performance como o Blast Theory, Igloo e Active Ingredient passaram a usar games e celulares, criando avatares que redesenham movimentos/mundos computadorizados.
O roteiro virou programação de códigos e redes neurais que operam algoritmos metafóricos para definir comportamentos. Na maioria destes experimentos, a chave está na investigação de novos gestos e por isso a dança continua tendo um papel primordial. Em Nova York, a companhia Troika Ranch apresentou 16 (R) evolutions para desestabilizar movimentos a partir de ambientes programados combinando câmeras, o software Isadora e luz infra-vermelha com motion-capture desenvolvido pelo laboratório Genoa. O objetivo foi transformar ações em imagens midiáticas. Esses novos ambientes imersivos foram ainda mais radicalizados por experimentos como Fractal Flesh e Exoskeleton do artista Stelarc que desenvolveu uma tela de toque em interface com um Sistema de Estimulação Muscular capaz de coreografar um corpo a partir de uma série de impulsos nervosos, ativados pelos espectadores. Corinne Jola, do Instituto de Neurociência Cognitiva de Londres, e Fred Mast, de Zurique, sugeriram uma ciência experimental de dança para investigar o self neural e a mente encarnada, partindo da pesquisa do neurocientista António Damásio.
Desde 2004, o projeto BrainDance e o Choreography and Cognition com o apoio do departamento de Neurociência de Cambridge, dirigido por Wayne McGregor, assim como o evento Dance and the Brain, realizado em Frankfurt por William Forsythe e Ivar Hagendoorn, têm relacionado dança e ciência para descobrir novos acionamentos corporais. E para uma espécie de medição sensória da ação e qualidade do gesto, Armando Menicacci do Mediadanse Lab em Paris, tem testado pré-movimentos na musculatura abdominal quase imperceptíveis a olho nu, discutindo como o pré-movimento é fundamental para a formação de criadores contemporâneos e em que medida a tecnologia pode interferir no processo de criação. Enquanto isso, em Grenoble, o Festival dos Imaginários aborda inúmeros trabalhos que discutem a relação entre o movimento imaginado e experiência motora.
Como dá para perceber, é difícil apontar qualquer tipo de limite para estes artistas/cientistas. No Brasil, algumas destas experiências começaram a despontar em torno de 1970 com a pioneira Analívia Cordeiro e se intensificaram nos últimos dez anos, com as pesquisas de Rachel Zuanon (computador vestivel co-evolutivo), Lali Krotozinsky (dance juke box), Ivani Santana (poéticas da dança na cultura digital), Alejandro Ahmed (Projeto SKN) , entre outros. Curiosamente, ao observar estas e outras experiências, conclui-se que sendo o corpo um sistema onde se aliam natureza e cultura, para que aconteça o trânsito entre dança e tecnologia, nem é preciso usar robô, vídeo ou computador. A tecnologia cognitiva do organismo garante, de saída, pontes que, independentemente do nosso consentimento, continuam a inventar novas realidades, fictícias ou verdadeiras.
Christine Greiner, professora do Departamento de Linguagens do Corpo da PUC-SP.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
OFICINA DE VIDEODANÇA: INICIO DIA 06 DE SETEMBRO

Para acompanhar as atividades da Oficina acesse o link:
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
TECNOLOGIAS DE IMAGEM, CINEMA E VIDEO: TEORIA E ESTéTICA
André Parente (org.) trad. de Rogério Luz
Rj: Ed. 34,1993
2. Cinema, vídeo, Godard
Philippe Dubois
Trad. Mateus Araújo Silva
SP: Cosacnaify,2004.
Coleção: Cinema Teatro e Modernidade
VIDEODANÇA+ HTTP/VIDEO + VALSA POUR ELISA
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
VIDEODANÇA+: INSCRIÇOES ABERTAS PARA OFICINA DE VIDEODANÇA!!!
- Dança, Imagem e Movimento
- Videodança como Linguagem
- Montagem de Videodanças para Internet
Os encontros começam dia 06 de setembro, sempre aos Sábados, das 14 `as 19hs. Serão seis encontros onde a abordagem de forma prática e teórica pretende instrumentalizar e estimular produções na Linguagem do Videodança em Santa Catarina. O curso é gratuito e oferece 20 vagas. Me escreva até o dia 01 de setembro, confirmando o interesse. Os participantes com 100% de freqüência receberão certificado. Ajudem a divulgar aos interessados!
Um grande abraço, Sarinha!
+ info: www.oficinadevideodanca.blogspot.com
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
HELENA KATZ WEBSITE
MULTIPLA DANÇA - SEMINARIO INTERNACIONAL DE DANÇA CONTEMPORANEA
http://multipladanca.webnode.com/programacao/
domingo, 3 de agosto de 2008
BIBLIOGRAFIA: CORPO, LINGUAGEM, COMUNICAÇAO E DANÇA
quarta-feira, 23 de julho de 2008
SEMINARIOS DE DANÇA - FESTIVAL DE DANÇA DE JOINVILLE
VIDEODANÇA+ DANCE FOR CAMERA
Motion Control
Liz Aggiss/Billy Cowie/David Anderson's groundbreaking dance for camera film
VIDEODANÇA+ VIDEODANSE
Entre 4 murs -
Dance film by Pascal Desparois
Short dance film exploring the intimacy of 4 different women. Vidéodanse réalisée en décembre 2007 sur l'intimité de 4 femmes et sur l'emprise que notre environnement a sur nous.
Université du Quebec `a Montreal
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ma Mère l'Oye • 1/3
Director: Thierry De Mey
Cinematography: Aliocha Van Der Avoort • Thierry De Mey
Sound: Frédéric De Molder • Boris Van Der Avoort
Editing: Boris Van Der Avoort • Isabelle Boyer
Music: Maurice Ravel
Cast: Anne Teresa De Keersmaeker • Jonathan Burrows • Iris Bouche • Erna Omarsdottir • Sidi Larbi Cherkaoui • Damien Jalet • Samir Akika • Michèle Anne De Mey • Mauco Paccagnella
por onde os olhos não passam
POR ONDE OS OLHOS NÃO PASSAM
VIDEODANÇA
2004 | 6' | COR
Melhor Videodança | Festival Tápias de Artes Integradas | Rio de Janeiro, Brazil
Selecionado pelo Circuito Mercosur de Videodanza para integrar o primeiro DVD (1993/2005) do projeto distribuído internacionalmente.
"Minha queda cria o abismo. Não é possível dar a impressão dessa queda essencial, no limite da morte e do abismo, sem associar-lhe os esforços para tornar a subir, para tomar consciência da vertigem. São esses esforços que conferem uma espécie de ondulação à queda, que fazem da queda imaginária um exemplo dessa psicologia ondulatória em que as contradições do real e do imaginário se permutam indefinidamente, se reforçam e se induzem por um jogo contrário."
Gaston Bachelard
Gravado em Candeias e no mar de Salvador. Utilizando (d)efeitos da imagem digital, natureza e corpo são revelados fragmentados e em constante reorganizacão
conceito | roteiro | direção | fotografia | edição | paulo mendel
coreografia | intérprete | andrea maciel
trilha sonora original | gilberto monte
figurino | rebeca matta
pós-produção | blank tape
Bahia, Brasil | Rio de Janeiro, Brasil
segunda-feira, 21 de julho de 2008
VIDEODANÇA PARA CELULAR
CASA DE VIDRO - Projeto Dança no Presídio
Videodança curta metragem,
contemplado com o 'Prêmio Dança em Foco 2007'.
Direção: Gijs Andriessen
Produção Executiva: Ieda Rosenfeld
Projeto Dança no Presídio: Vivian Cáfaro
JazzCatNine Productions /Contrafluxo Digital / Instituto Palmares de Direitos Humanos
Videodança de um minuto gravado com (e para) celular.
Foram cinco videos comissionados pelo Danca em Foco 2007, expostos no proprio aparelho junto com mostra internacional de Videodança no Oi Futuro, RJ.
Sobressaltos (Parte 2)
Video Dança em 16mm feito como projeto de conclusão de curso de Antonio Stickel.
Sobressaltos (Parte 1)
Video Dança em 16mm feito como projeto de conclusão de curso de Antonio Stickel.
Angel Vianna + Videodança
INSCRITO
Melhor Videodança do Festival Tápias 2006
Direção e Montagem: Rodrigo Raposo
Direção e Coreografia: Paulo Caldas
Interpretação: Angel Vianna
sábado, 19 de julho de 2008
De água nem tão doce
Inspirado no conto homônimo da obra "Contos de Amor Rasgados" de Marina Colasanti.
Criação e interpretação de Laura Virginia.
O que é um beijo se eu posso ter o teu olhar
Mais um belo trabalho de ediçao.
O vídeo é o resultado do processo de pesquisa do Diretor Antonio Stickel.
Destierro / Exile
Videodanza de Mariana Arteaga. (México)
Este videodança é um dos que mais vezes assisti. Um brilhante exemplo de como o material capturado pode ser manipulado através da ediçao. E também o que se escolhe para a camera enquadrar. Belo trabalho.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
movimento #2
roteiro | mariana abasolo_paulo mendel
direção | coreografia | andrea maciel_paulo mendel
intérprete | andrea maciel
direcão de fotografia | câmera | guilherme rodrigues
direção de arte | mariana abasolo
animação | mariana abasolo_paulo mendel
edição | making of | lucas rodrigues_paulo mendel
trilha sonora original | dj | daniel britto
maquiagem | jorge muniz
pesquisa "os sentidos do prazer" | andrea maciel_giorgio ronna
co-produção | manimal produções artísticas_blank tape
pós-produção | blank tape
Rio de Janeiro, Brasil
terça-feira, 15 de julho de 2008
OFICINA DE VIDEODANÇA

terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
SEMINARIOS DE DANÇA
DANÇA EM FOCO 2008
Programação Rio 2008
de 7 de agosto a 2 de setembro
Oi Futuro - 4º andar
7 ago a 24 ago (exceto 2ª feira) - 11 às 20h - MIV - Mostra Internacional de Videodança
7 ago a 24 ago - 19h - programas comentados por profissionais de vídeo e dança
21 ago - 5ªf - 19h30 - Palestra com Luis Cerveró (Espanha)
23 ago - sábado - 19h30 - Mesa Redonda com Édouard Lock (Canadá), Octavio Iturbe (México/Espanha) e mediação de Eduardo Bonito (diretor do DEF)
Espaço SESC - 2º andar
18 ago a 22 ago das 10h às 13h - Oficina 1: "A edição do movimento" com Octavio Iturbe (Espanha)
25 ago a 29 ago, 10h às 13h - Oficina 2: "Criação em videodança" com Édouard Lock (Canadá)
28 ago - 5ªf - às 19h - Master Class com Édouard Lock (Canadá)
30 ago - sáb - 19h - Programa Especial: Trajetórias com Nirvana Marinho (São Paulo) com programação do Acervo Mariposa
29 ago e 30 ago - sáb e dom - 10h às 13h - Minicurso com Tomas Aragay e Sonia Ascencio (Espanha)
2 set - 3ªf - 19h - Palestra On Bodies or it was... com Tomas Aragay e Sonia Ascencio (Espanha)
Programação SP 2008
de 19 a 31 de agosto
SESC Pinheiros
19 a 31 ago (exceto 2ª feira) - 11 às 20h - MIV - Mostra Internacional de Videodança
19 ago - 3ªf - 19h - Palestra com Luis Cerveró (Espanha)
lançamento do livro "dança em foco Entre Imagem e Movimento"
21 ago - 5ªf - 19 h - Master Class com Édouard Lock (Canadá)
19 a 22 ago (3ª a 6ªf) à tarde - Oficina 1: "Entre o vídeo e a dança" com Alexandre Veras e Andréa Bardawil (Fortaleza)
26 a 29 ago (3ª a 6ªf) à tarde - Oficina 2: "A edição do movimento" com Octavio Iturbe (Espanha)
29 ago 6ªf - 19h - Mesa Redonda com Octavio Iturbe (Espanha) e Sônia Sobral com mediação de Paulo Caldas
+ INFORMAÇOES pelo site http://www.dancaemfoco.com.br
quinta-feira, 26 de junho de 2008
o corpo no olho - danças para o corpo do video por Tamara Cubas
CUBAS, Tamara. o corpo do olho - dancas para o corpo do video
em Cartografia Rumos Dança Itau Cultural 2006/2007.
São Paulo: Itau Cultural, 2007.
Leitura disponivel na base de dados RUMOS DANÇA 2006/2007 Itau Cultural.